quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MEU TRISTE CAMPO DE SONHOS FÉRTEIS

Está triste o meu campo de sonhos férteis.
Está carregado de ervas daninhas.
Umas, de raízes profundas, difíceis de arrancar;
Outras, munidas de espinhos, que se cravam e teimam não largar…
Tantas são as pragas que atormentam o meu triste campo, tão fértil de sonhos…

Uma vez, puxei uma raiz tão profunda que tantas outras descobri.
Que solução melhor que devolver tudo à forma original?

Outra vez, pensei livrar-me dos abrolhos, mas estavam tão profundamente cravados na carne… Que séria e dura empresa! Gorei o encargo.
E de tudo o que no meu campo cresce, o que mais aprecio são os bolbos,
Pois são como algumas pessoas: inteligentes, sagazes, astutos…
Esperam sempre pelo momento certo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ESCREVO, LOGO EXISTO...

Sou invejoso!
Sou! Não o nego…
Tenho uma inveja doentia de gente que escreve;
De gente que escreve bem, sobre qualquer coisa, sob qualquer pretexto, com ou sem mote;
De que escreve tão bem, que se imortaliza pela escrita.
Cobiço a capacidade reflexiva de quem fita um objecto e, sem mais, escreve…
Cobiço a inteligência de quem atenta numa notícia e, sem mais, escreve…
Cobiço a criatividade de quem escreve por escrever…
Invejo, cobiço e aprecio, quem não é preguiçoso, quem não se deixa ficar…
E eu, onde estou? Tem dias?!